O uso de canabinoides no tratamento da doença de Parkinson

 

A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva que afeta o movimento do corpo, ocasionando em tremores degenerativos e falta de controle corporal. O Parkinson pode causar uma grande perda de qualidade de vida, já que a progressão da doença pode chegar ao ponto de o paciente não conseguir fazer atividades básicas do dia a dia, como comer sozinho ou se vestir. 

O tratamento da doença de Parkinson com o canabidiol é uma grande descoberta da ciência e um dos precursores no avanço das liberações da Cannabis medicinal. 

Vamos entender como a doença de Parkinson afeta o sistema nervoso e qual o papel do canabidiol no tratamento dela?

 

A origem da doença de Parkinson

 

Produzimos em nosso cérebro a dopamina, um neurotransmissor mensageiro responsável pelo controle muscular do nosso corpo. Na doença de Parkinson, em uma região do cérebro chamada substância negra, ocorre uma degeneração das células que produzem a dopamina, afetando a condução dos neurotransmissores pelo corpo. Essa degeneração faz com que a produção de dopamina fique prejudicada, afetando a comunicação entre o cérebro e os músculos, causando os conhecidos tremores. 

Mas, além dos tremores, a falta de dopamina também pode causar rigidez nos músculos, lentidão nos movimentos, dificuldade de deglutição, tontura, depressão, irritabilidade e insônia.

 

Tratamentos tradicionais

 

Na década de 60, quando cientistas descobriram os efeitos da doença de Parkinson no cérebro, iniciou-se também o primeiro tratamento medicamentoso, com o Levodopa. Essa foi uma grande descoberta científica que devolvia a qualidade de vida aos pacientes, reduzindo os tremores e a rigidez. Mas, descobriu-se também que, em longo prazo, o uso desse medicamento pode causar efeitos colaterais, como movimentos involuntários e alteração de humor, além de reduzir a eficácia no tratamento dos sintomas da doença, até que ela se perca totalmente com o tempo, fazendo com que os pacientes voltem a apresentar todos os sintomas, somados a outros adquiridos com o uso do medicamento.

Existem ainda outros medicamentos que são utilizados no tratamento da doença, como estimuladores de dopamina, relaxantes musculares e inibidores de monoamina oxidase-b, a enzima responsável por metabolizar a dopamina, fazendo com que ela passe mais tempo nos receptores. Esses medicamentos têm o mesmo problema de redução de eficácia com o tempo, fazendo com que doses cada vez mais altas sejam necessárias para o controle da doença e causando outras complicações no corpo.

 

O Parkinson e o canabidiol

 

O canabidiol (CBD) é um composto natural encontrado na planta Cannabis, sem efeito psicótico e muito potente como tratamento de diversas doenças. O Parkinson é uma delas. 

O CBD é conhecido por sua ação nos receptores do sistema endocanabinoide, presentes em grande quantidade em nosso cérebro. Esse sistema é o responsável pela homeostase, que nada mais é do que o equilíbrio das funções corporais. Mas, então, como o canabidiol consegue controlar os sintomas do Parkinson?

A dopamina é uma substância muito presente em nosso corpo, responsável por controlar os movimentos e influenciar o humor. O canabidiol tem, entre outras, função anti-inflamatória, antioxidante, neuroprotetora e regulatória de humor. Observou-se cientificamente, através de pesquisas, que ele pode evitar, retardar e até mesmo regenerar a morte dos neurônios, que são as células do sistema nervoso. Para os sintomas específicos do Parkinson, ele age emulando a dopamina e conectando-se com os mesmos neurotransmissores que levam para o corpo as mensagens do cérebro, fazendo com que os sintomas da doença sejam controlados com o uso contínuo do tratamento. 

 

O que dizem as pesquisas

 

Muitos estudos sobre a Cannabis como tratamento do Parkinson já foram feitos ao redor do mundo. As pesquisas em sua totalidade demonstraram resultados favoráveis ao uso do CBD como tratamento para a doença, sendo hoje uma realidade em todo o mundo. Em um questionário realizado na Alemanha com mais de mil pacientes da doença de Parkinson, 40% da amostra afirmou sentir redução nas dores e cãibras oriundas da doença, enquanto 20% afirmou sentir melhora na rigidez e nos tremores. 

Existe em andamento no Brasil um Projeto de Pesquisa chamado “Estudo observacional do uso compassivo do extrato de Cannabis associado à farmacoterapia da doença de Parkinson”, que está sendo realizado em conjunto pelos departamentos de Farmácia, Medicina e HUCFF da UFRJ, que conta com o Dr. Flávio Resende, cientista dedicado às pesquisas sobre Cannabis medicinal. O estudo tem previsão de conclusão para 2022, mas, de acordo com o Dr. Flávio, já foram obtidos resultados importantes, principalmente nos sintomas não motores, e ainda há muitos avanços a serem feitos pela ciência.

 

Um outro estudo brasileiro, realizado na USP de Ribeirão Preto, contou com amostras de 21 pacientes da doença divididos em três grupos iguais. Desses três grupos, um recebeu placebo, um recebeu uma dose reduzida de 75g de CBD diariamente e o terceiro recebeu uma dose maior, de 300g de CBD por dia. Os resultados foram comprovadamente mais eficientes no grupo que recebeu a maior quantidade de CBD, relatando melhora nos sintomas e na qualidade de vida. 

 

Cannabis medicinal, uma esperança?

 

Os canabinoides para o tratamento da doença de Parkinson são uma grande esperança, pois, além da considerável redução dos sintomas, na maioria dos casos não há a incidência de efeitos colaterais, e, quando presentes, são muito leves e controlados se comparados com os efeitos dos medicamentos tradicionais para o tratamento da doença.

Ainda há um longo caminho científico pela frente e possíveis novas descobertas podem surgir, mas hoje este tratamento já é uma realidade para muitos pacientes e pode ser a melhor alternativa para que esses pacientes com doença de Parkinson consigam manter a qualidade de vida por mais tempo. 

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