Dores crônicas – Cannabis Medicinal Versus Opioides

Os opioides, como o nome sugere, têm sua origem no ópio, substância utilizada há milênios pela medicina. Você pode pensar que não conhece os opioides pelo seu nome de origem, mas morfina, analgésico utilizado para tratamento de dores extremas e muito conhecido, é um deles.

Uma informação pouco difundida, porém muito problemática, são os efeitos colaterais que os opioides causam em longo prazo. Um desses efeitos é a dependência química que o uso de opioides pode desencadear no corpo humano. 

Então, será que existem alternativas para os opioides? Ou melhor, será que o CBD é uma alternativa para o controle das dores agudas e pode substituir os opioides, diminuindo assim a problemática que acompanha essas substâncias? É o que vamos entender melhor neste artigo!

 

Os opioides e os opiáceos

 

As substâncias opiáceas surgiram da papoula do Oriente e têm efeito analgésico potente para tratamento de dores agudas. Apesar de beneficiarem milhões de pessoas e serem muito importantes para a medicina até os dias atuais, enfrentam um grande problema por serem altamente viciantes e suscetíveis ao uso recreativo, incluindo milhares de pessoas por ano no rol de dependentes químicos.

Há mais de três mil anos as civilizações do Egito Antigo e do Mediterrâneo descobriram simultaneamente o ópio, que era capaz de controlar a dor e também causar sensações de prazer extremo. Desde então, o ópio permaneceu em uso por todo o mundo e, somente no século 19, a medicina avançou nos estudos da substância e descobriu a morfina. Tanto a morfina como outras substâncias extraídas da papoula, como a codeína, são substâncias naturais chamadas de opiáceos. 

Quando essas substâncias são sintetizadas em laboratório, sofrendo alterações em sua estrutura química, é que as chamamos de opioides. O fentanil e a metadona são os mais comuns, mas também podemos citar o propoxifeno e a meperidina.

Existem ainda os opiáceos semissintéticos, que são as substâncias naturais retiradas da papoula que sofrem modificações parciais — em laboratório — em sua estrutura molecular. Podemos citar aqui uma droga muito conhecida e extremamente preocupante, a heroína, obtida através de uma pequena modificação química da morfina.

Tanto os opiáceos quanto os opioides têm efeitos parecidos no corpo, sendo potentes analgésicos com efeito hipnótico. 

 

Por que os opioides e opiáceos ainda são utilizados?

 

A medicina utilizou e continua utilizando em larga escala essas substâncias para controle de dores agudas provenientes de doenças como câncer, queimaduras, politraumatismos e outras doenças causadoras de dores extremas. Elas só podem ser utilizadas com receitas médicas, porém a própria comunidade médica tem receio de iniciar esse tipo de tratamento pela suscetibilidade a vícios. 

O uso de opioides em longo prazo causa tolerância no organismo, fazendo com que o paciente precise aumentar as doses para obter os efeitos desejados. Isso também contribui para o vício do corpo nestes medicamentos.

No Brasil não vemos um histórico de abuso destas substâncias, apesar de os números de prescrições nos últimos 10 anos terem aumentado mais de 400%, mas na Europa e América do Norte elas já são consideradas um grande problema. Entre julho de 2019 e maio de 2020 mais de 81 mil pessoas morreram de overdose de opioides e opiáceos nos Estados Unidos. Este é o maior número já registrado no país em um período de 12 meses e o abuso de opioides por lá é considerado um grande problema de saúde pública, ficando cada vez maior e sem controle com o decorrer do tempo. 

 

As epidemias de opioides nos Estados Unidos

 

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), estima-se que mais de 750 mil pessoas morreram de overdose no país desde 1999. Especialistas sugerem que essas mortes foram causadas por epidemias de opioides. 

A primeira grande onda dessa epidemia ocorreu na década de 90 e foi introduzida na sociedade com os opiáceos receitados por médicos. Após essa onda de overdoses e a percepção de que os opiáceos causavam dependência química, o país passou a ter mais cautela na prescrição desse medicamento, o que causou a segunda onda de overdoses, quando os dependentes, sem conseguir acesso aos receituários para comprarem os opiáceos, passaram a recorrer à heroína. 

Uma terceira grande onda de overdoses ocorreu em meados de 2016, quando os opioides sintéticos começaram a ser produzidos em laboratório. O fentanil passou a ser fabricado ilegalmente e explodiu como droga sintética. O CDC estima que uma quarta onda da crise de opioides esteja se formando, dessa vez com a metanfetamina.

Uma observação muito relevante para levarmos em consideração é a seguinte: nos EUA, os estados que legalizaram o uso recreativo da Cannabis — a maconha — apresentaram redução de uso dos opioides e, consequentemente, de overdoses e mortes relacionadas à substância. Pode ser uma simples coincidência? Pode, mas também pode ser uma consequência da liberação da Cannabis nestes locais.

 

Cannabis medicinal pode ajudar a reduzir o uso de opioides?

 

A resposta para esta pergunta é sim! A Cannabis medicinal já se provou um potente analgésico no combate à dor e, diferente dos opioides, sua forma medicinal não causa dependência e não há em toda a história da humanidade nenhum relato de overdose pelo uso de Cannabis.

Além de atuarem no controle da dor crônica, os canabinoides também já foram utilizados no desmame de opioides em pacientes que faziam uso prolongado deste medicamento, por serem eficazes no controle dos efeitos colaterais que os opioides podem trazer. Se quiser saber mais sobre a Cannabis medicinal como tratamento de diversas doenças, clique aqui.

Em 2011 foi publicado no Jornal das Drogas Psicoativas um artigo que observou, por meio de pesquisa científica, que o uso de canabinoides associados ao uso de opioides pode prevenir a tolerância ao opioide, reduzindo assim as chances de adicção por evitar o aumento da dosagem.

Inúmeras pesquisas já associaram os efeitos dos canabinoides aos efeitos dos opioides para tratamento de dores agudas e crônicas e também os canabinoides na redução de uso e adicção de opioides. Veremos algumas delas a seguir:

 

 

Universidade de Victoria – Canadá

 

Foram avaliados 1145 pacientes em 21 locais diferentes do país. 100% dos pacientes começaram a fazer uso de canabinoides para o controle de dores. Deste total, 28% já faziam uso de opioides. Após seis meses, a porcentagem de pacientes que ainda faziam uso de opioides caiu para 11% e estes tiveram uma média de 80% de redução da dosagem diária de opioides.

 

Universidade de Michigan – Estados Unidos

 

Foram avaliados em média 1000 pacientes usuários de opioides. Desta amostra, 53% passaram a utilizar também a Cannabis para a dor. Destes mais de 500 pacientes, 65% optaram por descontinuar o uso de opioides e passaram a utilizar a Cannabis para o tratamento de suas dores crônicas, relatando melhor controle da dor e menos efeitos colaterais.

Ainda na mesma universidade foi realizada uma pesquisa com 878 pacientes com fibromialgia — uma doença reumatológica que causa muitas dores musculares. Esses pacientes já haviam utilizado o CBD para o controle dessas dores. Dessa amostra, 70% não voltou aos opioides, relatando que o CBD era capaz de controlar a doença, com a vantagem de não vir acompanhado dos efeitos colaterais que os opioides causam. 

 

Society of Cannabis Clinicians – Estados Unidos

 

Foram avaliados em média 500 pacientes vítimas de dores crônicas e que faziam uso de opioides para o controle dessas dores. Todos estes pacientes passaram a fazer uso também da Cannabis medicinal como tratamento das dores crônicas. Após um ano, 40% desta amostra havia abandonado totalmente os opioides e passado a fazer uso somente dos canabinoides. Outros 45% conseguiram reduzir o uso desses opioides, 87% relataram uma melhora na qualidade de vida após o uso da Cannabis medicinal e 67% afirmaram que não pretendiam continuar fazendo uso de opioides. 

 

Pangaia – disseminando informações e tornando a Cannabis medicinal acessível

 

Outras dezenas de pesquisas também obtiveram resultados positivos no uso da Cannabis medicinal para controle da dor. Este uso já é realidade em todo o mundo, mas ainda há um longo caminho no combate à desinformação e nas descobertas científicas envolvendo esta substância natural. 

A Pangaia é uma multinacional norte-americana atuante no mercado brasileiro como comerciante de produtos à base de Cannabis medicinal. Nossa missão é difundir informações científicas, produzir produtos de extrema qualidade e facilitar o acesso a tratamentos tão necessários para a qualidade de vida de milhões de pessoas no Brasil e no mundo. 

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